hello, world

Deitava-se no sofá, nu. Não, não estava nu. Estava de pé, terceiro na fila dum caixa rápido de supermercado, esfaqueado pela súbita idéia de estar nu, desprotegido, estatelado. Alguém estabelece contato: um homem, o primeiro homem, de frente para a máquina, agora de costas, seus dedos distraídos em carícias numa fenda sobre um leitor de código de barras.

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Para sempre

Paisagens de infância que nascem de certas exposições à luz geram sombras da arquitetura de uma outra época morta superposta ao agora estranha forma de sentir fresca nem assim tão nova.

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Não olhe agora, tem uma garota pálida de filme de terror atrás de você, sorvendo você, tonta, atordoada pela súbita passagem que a trouxe até aqui tão perto, agora.

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